Os primeiros 3 passos para se transformar digitalmente

Os primeiros 3 passos para se transformar digitalmente

Como dar a largada para esse processo de mudança da melhor maneira possível? Mudando a mentalidade em três direções, dizem especialistas

Em primeiro lugar, acredite para valer na transformação digital. Convença-se dela nas profundezas do seu ser. A consultoria A.T. Kearney estima que a internet das coisas gere um movimento adicional anual de US$ 14,4 trilhões em todos os setores de atividade já a partir de 2020. A economia inteira da União Europeia é de US$ 14 trilhões e a dos EUA, US$ 17 trilhões. Em 2018, 16% da população do mundo já é de nativos digitais – preste atenção aos seus filhos –, o que vai acelerar a adoção de IoT, segundo o IDC, e em 2020 estima-se que 50 bilhões de coisas estejam conectadas. Em outras palavras, se a transformação digital ainda não está aparecendo o suficiente na televisão e nos jornais, não se iluda. Quando uma inovação aparece na mídia, principalmente na TV, é porque já está acontecendo há muito tempo. Como aconteceu este ano com o bitcoin.

O segundo passo para se transformar digitalmente

O segundo passo é entender que não há mais oportunidade fácil, é verdade, mas que é você que precisa fazer a mudança. Os gestores e empreendedores brasileiros precisam libertar-se do sebastianismo herdado de Portugal, e parar de esperar quem os salve, como diz Marcelo Tas. Eles (vocês) é que têm de fazer a mudança. E a primeira mudança é sugerida por Silvio Meira: começar por transformar produtos em produtos intensivos em serviços e redefinir serviços como serviços intensivos em serviços. “A DaimlerBenz fez isso: adquiriu a MyTaxi, que é um Uber que conecta taxistas e passageiros, e depois a fundiu com a Hailo do Reino Unido, além de comprar a rival grega, Taxibeat”, conta. Bancos como o Itaú estão digitalizando as empresas no Brasil, porque 96% de suas transações são digitais hoje.

O terceiro passo para se transformar digitalmente

O terceiro passo: políticas governamentais poderiam ajudar, mas não conte com elas. Nunca. As autoridades brasileiras estão muito atrasadas. Um exemplo disso é que carros autônomos, sem motoristas, estão sendo “treinados” com dados desde 2009 em diversas cidades do mundo – até o início de 2017, já haviam registrado cerca de 6 milhões de quilômetros de aprendizado, acumulando dados. E, enquanto isso, o Brasil, nenhum tipo de teste ainda foi autorizado. Há a infeliz coincidência com a crise político-econômica e institucional que vivemos, é claro, mas há também muita desinformação dos governantes em relação ao que vem ocorrendo no mundo em termos de quarta revolução industrial. E há ainda, talvez, uma esperança – ingênua, na opinião dos especialistas – de que a era digital permite que economias em desenvolvimento deem saltos. “Isso nem sempre é bom: na história da mobilidade, passamos direto às estradas, pulando as ferrovias, e agora trens nos fazem falta no Brasil”, como explicou Teco Sodré. Por essa razão, as empresas não podem ficar à espera dos governos locais (na esfera federal, estadual ou municipal); a competição dos negócios já se globalizou.

http://www.revistahsm.com.br/cultura-e-proposito/o-primeiro-passo-para-se-transformar-digitalmente/

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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